segunda-feira, abril 19, 2010

Parabéns Rei, pelos 50 Anos de Sucesso



Hoje o nosso Rei Roberto Carlos, completa 69 anos de idade, um momento difícil, pois uma data que era prá ser comemorada com alegria, é também o dia em que Roberto Carlos vive um triste momento, a perda de sua mãe Lady Laura, falecida no dia 16, por problemas pulmonares, enquanto ele cumpria compromissos de sua turnê internacional em comemoração aos 50 anos de sua carreira, no Radio City Music Hall, em Nova York.

Em Homenagem aos 50 Anos de sua carreira, publicamos esse Especial, os dados foram coletados através da Assessoria de Comunicação de sua turnê internacional.

Dinalva Heloiza

Os 50 Anos de Sucesso, de um Rei, Roberto Carlos!
Comemorando 50 anos de carreira, Roberto Carlos continua sendo o artista número um do Brasil e, por extensão, de toda a América Latina, e um dos maiores em todo o mundo.

Ídolo da juventude e maior expoente da Jovem Guarda na década de 60, Roberto aos poucos foi encontrando sua identidade na música romântica e, desde a década de 70, seus lançamentos vêm se mantendo em patamares superiores a milhões de cópias vendidas.

Com o relançamento em CD de toda a sua discografia no ano de 1993, esses números aumentam a cada ano. Segundo pesquisas recentes, ele é o primeiro e único artista latino-americano a vender mais discos do que os Beatles, com mais de 80 milhões de cópias em todo mundo.

Roberto Carlos nunca se apegou a modismos, traçou seu rumo e por ele segue deixando um rastro de canções que falam de amor, solidariedade e confiança no amanhã. Entre os temas abordados em suas músicas está a fé que desde a música “Jesus Cristo” (1970) marcou presença em sua discografia.



No entanto, somente em 1999, foi lançado um CD contendo apenas faixas com este tema.
O disco “Mensagens” tem 12 canções inesquecíveis do Rei. Além de “Jesus Cristo”, estão presentes neste CD músicas que se destacaram em diferentes épocas, como “Fé” e
“A Montanha”, gravadas na década de 70, e “Ele Está Pra Chegar”, “Aleluia” e “Estou Aqui”, dos anos 80.Em Mensagens foram incluídos também os sucessos mais recentes “Nossa Senhora”, “Luz Divina”, “Quando Eu Quero Falar Com Deus”, “O Terço”, “Jesus Salvador” e “Coração de Jesus”. A natureza foi outro tema importante abordado pelo cantor.

Em 1976, muito antes da ecologia entrar na ordem do dia de todos os povos e continentes, Roberto Carlos compôs “O Progresso”, um hino de preservação a natureza.
Outros alertas em forma de canção se seguiram tendo a caça predatória (As baleias), a exploração dos recursos naturais (Amazônia), e a poluição (No ano passado), entre os assuntos abordados.

Mesmo tendo levantado assuntos tão polêmicos Roberto Carlos em 2002 fez questão de nos lembrar com a música “Seres Humanos” que:



“Somos Seres Humanos
Só queremos a vida mais linda
Não somos perfeitos,ainda”


Isto tudo sem citar o tema que permeia toda sua obra: o Amor.

Desde a inocência e juventude demonstrada nas canções dos anos 60, passando por amores conturbados e o despertar da sensualidade na década de 70, desde o mais intenso dos amores e nem sempre tão felizes, temas nos anos 80. Quando veio a descoberta do amor mais maduro, equilibrado e ainda assim cheio de paixão presente nas canções das décadas de 90 e começo de 2000.

Roberto Carlos é o primeiro e único artista em toda a história da música a gravar 1 disco por ano, durante toda a sua carreira. Na maioria destes anos ele gravou um 2º disco em versão espanhol, e em outras oportunidades em inglês, francês e italiano.

A Carreira

Mesmo tendo se apresentado em rádio desde os nove anos de idade, somente quando sua família se mudou de Niterói para o bairro de Lins de Vasconcelos, no Rio, Roberto Carlos passou a freqüentar um grupo que pensava como ele.

Levado por um colega da escola, Arlênio Lívio, passou a freqüentar a turma que se encontrava na Rua do Matoso (Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro). Foi lá que conheceu Sebastião (Tim) Maia, Edson Trindade, José Roberto "China" e Wellington que vieram a mudar a sua vida.

Com Arlênio, Trindade e Wellington formou o conjunto vocal The Sputnicks. Roberto queria a letra da música "Hound Dog", sucesso de Elvis Presley, e alguém lembrou de um amigo da turma Erasmo (Carlos) Esteves, que colecionava tudo sobre o Rei do Rock americano.

A consolidação desta amizade surgiu quando Edson Trindade sugeriu a Erasmo que, junto com Arlênio e China, formassem outro conjunto vocal: The Snakes. Roberto Carlos passou a se apresentar em clubes e festas e também com o grupo.

O resultado não poderia ser outro: um sucesso, pelo menos na opinião dos espectadores do programa “Clube do Rock”, comandado por Carlos Imperial na TV Tupi, com artistas que tocavam o “ritmo do momento”.

Roberto Carlos participou algumas vezes deste programa e foi apresentado ao público como o “Elvis brasileiro”, cantando sucessos como “Tutti-Frutti”, “Teddy Bear” e outros mais.

Anos 60. Em Ritmos De Jovem Guarda


Com o estouro do LP “Louco Por Você”, em 1961, começou a ser conhecido fora do eixo Rio-São Paulo, surgindo convites para apresentações em todo o país. Em 1963 com o disco “Splish Splash”, se transforma num dos mais populares artistas jovens da época.

O ano seguinte foi marcado pelo lançamento de “É Proibido Fumar”, cheio de canções que se tornariam clássicos da música brasileira, como “O calhambeque” e a faixa-título.

A essa altura, Roberto Carlos já cantava para a juventude, como diz o nome do primeiro dos dois discos que lançaria em 1965. Com a explosão mundial dos Beatles, o rock estava chegando ao Brasil, manifestando-se através de um movimento que o colocaria pela primeira vez no lugar de Rei: a Jovem Guarda, recordista de audiência entre os jovens e um dos maiores sucessos da TV brasileira até hoje.

Em novembro de 1965 veio o LP “Jovem Guarda”, revolucionando a linguagem musical da época com canções como “Quero que vá tudo pro inferno”, uma letra ousadíssima para a época.


Com a companhia dos amigos e parceiros Wanderléa e Erasmo Carlos na linha de frente do movimento Jovem Guarda, Roberto inspirava roupas e adereços utilizados pelos jovens brasileiros.

Enquanto “Não é papo pra mim” e “Mexerico da Candinha” freqüentavam os primeiros lugares das paradas de sucesso, o público aguardava ansiosamente o lançamento do novo LP de Roberto Carlos, agendado para o final de 1966.

A recompensa veio sob a forma de uma autêntica coleção de hits, como “Eu te darei o céu”, “Nossa canção”, “Negro gato”, “Namoradinha de um amigo meu” e outros. Em 1967 a Jovem Guarda atingia seu auge. A dupla Roberto-Erasmo, definitivamente consagrada, popularizava expressões como “É uma brasa, mora!”, “Bicho” e “Carango”.

E a fama chegava à França, apresentando-se no Festival MIDEM, em Cannes. Seu novo disco, “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, lançado logo após a estréia no cinema do filme de mesmo título, vinha recheado de sucessos como "Eu sou terrível", "Como é grande o meu amor por você", "De que vale tudo isso", "Por isso corro demais" e "Quando".

Filme Em ritmo de aventura.

O filme “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, dirigido por Roberto Farias, bateu recordes de bilheteria e teve entre suas locações o Corcovado, o Maracanã e a Baía de Guanabara, além das seqüências gravadas em São Paulo e em Nova York .

Em 1968 quando saiu do ar o programa Jovem Guarda, após três anos de absoluto sucesso, Roberto continuava ampliando seus horizontes. Foi à Itália e voltou vencedor do Festival de San Remo, onde interpretou a música “Canzone per te”, de Sérgio Endrigo e Bardotti.


Festival MIDEM em Cannes

Foi o primeiro estrangeiro a conseguir esta façanha. Por aqui, o LP “O Inimitável Roberto Carlos” aumentava a coleção de sucessos, com “Se você pensa”, “Ciúme de você”, “Eu te amo, te amo, te amo” e “As canções que você fez pra mim”.

O ano seguinte lançou um álbum com canções como “As flores do jardim da nossa casa”,
“As curvas da estrada de Santos”, “Sua estupidez”, uma prévia do Roberto romântico das próximas décadas. Isso sem mencionar “Não vou Ficar”, de autoria de Tim Maia, que sinalizou uma ponte para a nova fase mais soul do artista.

Anos 70. Romântico

O ano de 1970 foi marcado pela primeira temporada de Roberto Carlos no Canecão, então a maior casa de espetáculos do Rio de Janeiro, no supershow “Roberto Carlos a 200 km por hora”, com direção e roteiro de Miéle e Ronaldo Bôscoli e o lançamento de um novo filme “Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa”.


Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa.

Rodado em Israel, no Japão, em Portugal e no Brasil foi o único filme que reuniu Roberto, Erasmo e Wanderléia e mais uma vez arrastou multidões aos cinemas. Musicalmente, ele já não estava mais em ritmo de aventura.

O novo LP trazia uma música que mudaria definitivamente sua imagem perante o público brasileiro: “Jesus Cristo”.

No ano seguinte, enquanto lançava o terceiro filme, “Roberto Carlos a 300 km por hora”, seu sucesso transpôs fronteiras, principalmente nos países de língua latina. Recordista de vendas em todo o Brasil, recebendo Discos de Ouro a cada lançamento, não poderia ser diferente com um álbum de 1971 que trazia “Detalhes”, “Amada amante” e “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos”.

Em 1972, repetia o sucesso com “À distância”, “Como vai você” e “Quando as crianças saírem de férias”. Neste ano a cantora Ornella Vanoni conquistou o primeiro lugar das paradas européias com versões em italiano para suas músicas.

Depois de outra bem sucedida temporada no Canecão, Roberto gravou pela primeira vez, em 1974, um especial de Natal para a Rede Globo. Inaugurava ali uma tradição que se repete até hoje, sempre com a participação de convidados especiais, mostrando que o artista sempre teve muito mais que “um milhão de amigos”.

Paralelamente aos shows e especiais de TV, a venda de LPs crescia assustadoramente. Roberto foi o primeiro artista nacional a atingir a marca de mais de um milhão de discos vendidos a cada lançamento.


Roberto Carlos com sua mãe Lady Laura.

Não é difícil encontrar explicação para isso: seus álbuns traziam coleções de sucessos instantâneos, que logo alcançavam o primeiro lugar nas paradas de rádio. O álbum de 1978, por exemplo, vendeu 1,5 milhão de cópias e tinha em seu repertório “Café da manhã”, “Força estranha”, “Lady Laura” e “A primeira vez”.

Nesse mesmo ano, outro recorde: mais de 250 mil pessoas assistiram seus shows no Canecão.

A década de 70 reservaria ainda mais dois momentos gratificantes para o Rei: sua campanha em prol do Ano Internacional da Criança, através da Rede Globo, foi um sucesso estrondoso e a música “Amigo” serviu de tema para a visita do Papa João Paulo II ao México, cantada por um coro de crianças em transmissão ao vivo para todo o mundo.


Roberto Carlos visita o Papa João Paulo II

Anos 80. Recordes e mais Recordes

Com suas músicas reinterpretadas por artistas como Julio Iglesias e Ray Conniff, Roberto finalmente grava um LP totalmente em inglês, e dedica boa parte do seu tempo para visitar países estrangeiros.

Resultado: a CBS, gravadora da qual era contratado, lhe confere o Globo de Cristal, prêmio oferecido aos artistas que atingem a marca de 5 milhões de discos vendidos fora de seu país de origem.

Seus LPs foram lançados em espanhol, italiano, inglês e francês. Em Portugal e Espanha, “Cama e mesa” chegou aos primeiros lugares de execução em rádio. Em 1981/1982, Roberto realiza o projeto “Emoções”.

Com uma equipe de 110 pessoas, incluindo uma orquestra de 42 músicos, foi com seu show ao interior do país, percorrendo 18 cidades de 14 estados do Norte/Nordeste e Centro-Oeste.

O disco de 1983, com “O amor é a moda”, “Recordações” e “O côncavo e o convexo”, mostra um Roberto mais romântico do que nunca. A extraordinária vendagem (1,8 milhão de cópias) é o sinal de aprovação.


Capa do Álbum

Nos anos seguintes, conferiria novos parâmetros aos padrões de execução de músicas nas rádios. “Caminhoneiro” (1984), “Verde e amarelo” (1985) e “Apocalipse” (1986) bateram recordes consecutivos, com respectivamente 3.287, 3.577, 3.608 execuções em um só dia.

Para se ter uma idéia da grandiosidade destes números, as dez músicas do LP de 1983, somadas, alcançavam 5.981 execuções. A essa altura, o Canecão, onde Roberto continuava se apresentando, já era pequeno para tantos fãs. Em uma temporada de quatro finais de semana no Maracanãzinho, no começo de 1986, reuniu mais de 100 mil pessoas.

Foi neste mesmo ano que o Rei subiu a um dos palcos mais famosos: Radio City Music Hall, em Nova York, com enorme repercussão. A consagração definitiva no mercado latino viria em 1989 com o Grammy de Melhor Cantor Latino, referente ao ano de 1988.

Anos 90. Homenagens

Em 1991, Roberto comemorou 50 anos de idade com um show no Ibirapuera (SP) em beneficio da obra de Irmã Dulce na Bahia, com a presença dos principais artistas e personalidades brasileiras.

A data mereceu também um Globo Repórter Especial, com os momentos marcantes da vida do cantor. Sua temporada no Canecão com o show “Coração”, foi um espetáculo inesquecível, onde o Rei revisitou todos os seus sucessos, desde a época da Jovem Guarda.


Roberto e Erasmo Carlos, uma parceria entre amigos.

No 34º álbum, lançado em 1992, ele mantém a linha romântica e aposta no mix “urbano-sertanejo” com a regravação de “Dizem que um homem não deve chorar”, antigo sucesso do trio Los Panchos.

O maior sucesso deste disco acabou sendo “Mulher pequena”, homenageando as baixinhas. No ano seguinte, seria a vez das gordinhas, na canção “Coisa bonita”.

O tradicional especial de Natal na TV Globo, que contou com a direção de Jorge Fernando teve a participação de Maria Bethânia, Chico Buarque e Leandro & Leonardo, entre outros e foi considerado pela crítica o melhor programa televisivo de final de ano.

As homenagens de Roberto em seus discos não param e o disco de 1994 trouxe “O taxista” em meio a faixas românticas como “Alô” e “Quero lhe falar do meu amor”, enquanto o lançamento de 1995 elogiava as mulheres de óculos em “O charme dos seus óculos”.

Já no ano de 96, as felizardas foram às mulheres maduras com a canção “Mulher de 40”, com destaque à regravação de “Como é grande o meu amor por você” e a mensagem “O Terço”.

Em 1997 inovando completamente e quebrando a tradição, lança seu álbum anual no Brasil com músicas em espanhol, exceto “Coração de Jesus”, a mensagem religiosa do disco.

A canção carro-chefe do CD, “Abrazame Asi” torna-se um grande sucesso e passa a fazer parte da trilha sonora da novela “Por Amor”, de Manoel Carlos. Em 1998 lança um CD com músicas gravadas em estúdio e durante um show ao vivo.

O destaque deste é a música “Eu te amo tanto”, uma homenagem de Roberto Carlos à sua esposa Maria Rita. No ano seguinte lança “Mensagens”, um CD extra no início do ano contendo uma coletânea de composições inspiradas na fé.

No final de 1999 foi a vez do álbum duplo “Grandes sucessos “ contendo 30 músicas, de seu repertório, como: “Detalhes”, “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos”, “Outra vez”, “Cavalgada”, “ Café da manhã”, “O calhambeque”, “Fera ferida”, “Proposta”, e a inédita “Todas as Nossas Senhoras”.

Anos 2000:
Ano 2000. Amor Sem Limite


Capa de Álbum

No ano de 2000, Roberto Carlos lança “Amor Sem Limite”, um CD onde o Artista expressa seu amor à esposa Maria Rita em forma de canção.

A faixa título “Amor Sem Limite” atingiu os primeiros lugares nas paradas de sucesso na mesma semana do lançamento em São Paulo e Rio de Janeiro estendendo-se por várias cidades do Brasil.

“O Grande Amor da Minha Vida”, “O Grude”, “Tudo”, “Momentos tão Bonitos”, “O Amor é Mais”, “Quando Digo que Te Amo”, e a mensagem “Tu és a Verdade, Jesus” são as novidades desse trabalho feito com muito amor e dedicação seguidos pelos sucessos “Mulher Pequena” e “Eu te Amo Tanto”.

“O Rei Está De Volta, Longa Vida Ao Rei!”
“É interessante como, no Brasil, os reis conquistam sua majestade não por laços sangüíneos, formas instituídas de governo ou tradições seculares, e sim pela grandeza de seu talento e capacidade de emocionar a alma de seu povo.

Foi assim com Roberto Carlos e continua sendo. E o silêncio do rei se propagou pelos corações dos súditos, que também ficaram tristes e silenciosos.

Mas talvez por obra do silêncio e da tristeza de seus súditos, Roberto tenha percebido que ele precisava voltar a cantar e compor. E assim, mais uma vez, Roberto reafirma a sua condição de soberano graças à força de sua obra musical.

O Rei está de volta, longa vida ao Rei!”.
Tony Bellotto Dezembro/2000

Tony Belotto, Titãs, autor da mensagem acima.

Ano 2001. Acústico

Em maio de 2001, Roberto Carlos delicia seu público com a gravação de um disco acústico. Realizada no Pólo de Cinema e Vídeo do Rio de Janeiro, Roberto fez uma releitura acústica de um repertório repleto de grandes sucessos.

Seus fãs puderam então curtir novos arranjos para músicas consagradas como “Eu te Amo, Te Amo, Te Amo”, “É Proibido Fumar”, “As Curvas da Estrada de Santos”, “Detalhes”, “Emoções” e tantas outras que acompanham a vida de tantas gerações. Deste memorável show nasceu o primeiro DVD.

Veja a seguir os comentários de Nando Reis e Nelson Motta, que se renderam a esta ótima fase de Roberto Carlos - na opinião de vários artistas - o maior cantor da música popular brasileira.

“Quando Roberto Carlos começou a dedilhar no violão os primeiros acordes de “Detalhes”, tive a mesma impressão que o mundo - que ainda não havia - deve ter tido quando Deus o criou no primeiro dia.Ou a sensação de calma que devo ter tido dentro da barriga de minha mãe.

Ouvir “Detalhes” só na voz e no violão de Roberto é como poder aproveitar a vida em sua essência de revelação e sensibilidade. É a música que se confunde com a própria vida. A minha, a sua, a de milhões de brasileiros. Há algo de primordial nesse momento.

É o Gênesis, é o começo, é a informação original, muito antes do pecado e da tragédia. A música que tocou no céu quando esse se formou. É o primeiro choro da criança quando o ar invade brando os seus pulmões virgens. É a sensibilidade invisível que contorna a alma.

A alma nacional, a alma que não está em nenhum lugar além do coração. A melodia de “Detalhes” é como o som que as ondas fazem se quebrando na praia. É o próprio mar. É tão essencial quanto o mar e o ar. O ar para respirar e o mar para ver. Quanto mais enxuto mais cru, quanto mais cru mais puro.

Essa é a grandeza dos “Acústicos”. Procurar a essência, a alma, o eixo, a espinha dorsal da canção. E não há nada mais próximo da coluna vertebral da Música Brasileira do que as canções de Roberto e Erasmo aqui apresentadas. Em suas versões puras, acústicas.

Ouvir esse disco é como fazer um Raio X na alma desse país. Eliminam-se as sobras, gorduras, mantém-se o espírito básico. Tão básico que dele se originou até o rock’n’roll brasileiro.

Tudo. Viemos dali, eu, meus amigos, os Titãs, e todos nós. Muito outros também dali vieram e há ainda os que virão. Eliminam-se as cobras, mantém-se o Paraíso. Preciso, precioso. Ouvir esse disco me faz chorar pela vontade que dá de que o mundo não seja um mero desconhecido.

Há uma intimidade que é paz e que nos traz um sentimento amigo. E também me faz sorrir, reforçando a convicção de que não há nada melhor para o coração do que a procura da melhor canção.

E é, de fato, feito das melhores canções o tecido que reveste esse disco. Inúmeras. Todas. (Além de outras tantas que ficaram de fora).

É muito impressionante reconhecer em cada uma delas um momento inesquecível, uma memória insubstituível, um trecho de letra que disse exatamente o que era preciso ser dito para dizer o que, ali, estávamos sentindo.

As palavras, agora no papel já não dizem nada, porque depois de cantadas pela voz divina de Roberto Carlos possuem novo sentido. Somos súditos porque não somos surdos.

Somos súditos, mas somos livres. Porque se o amor impera, o amor libera. E vivemos para sermos livres. Muito obrigado, Sr. Roberto Carlos!
Nando Reis 2001

Nando Reis, cantor e compositor, autor da mensagem acima.

“Sempre que tento explicar a algum amigo americano interessado em música brasileira o que significa Roberto Carlos na nossa cultura pop, invariavelmente recorro com sucesso a uma síntese que há muito tempo percebi nele e que com o passar dos anos e das canções sempre se confirma e reafirma:

-Roberto Carlos é o nosso Sinatra e o nosso Elvis - só que ao mesmo tempo, e em um só artista.Os brasileiros sabem, há décadas: Roberto é o maior ídolo popular da história de nossa música.

Os críticos, cantores e músicos, os que não estão surdos, sabem que Roberto Carlos ocupa espaço de honra ao lado de Mario Reis, Orlando Silva e João Gilberto entre os nossos melhores e mais originais intérpretes populares e fundadores de estilos que influenciaram decisivamente várias gerações de intérpretes da música brasileira.

É tão imensa a paixão popular pelo ídolo carismático e tão sólido o reconhecimento crítico do grande intérprete, que quase sempre é subestimada ou ignorada a extraordinária contribuição que ele - e Erasmo Carlos - deram a nossa música como compositores.

Sem que isto signifique um juízo de qualidade, é apenas um fato na nossa história musical, nenhum compositor, nem Tom Jobim, nem Dorival Caymmi ou Ary Barroso, nem Noel Rosa ou Chico Buarque, ninguém tem tantos grandes sucessos populares como Roberto e Erasmo Carlos.

Em todas as listas de grandes hits dos últimos 40 anos (ou do século) eles têm pelo menos o dobro do segundo colocado. Já fazendo uma avaliação qualitativa, mais fria e rigorosa, mais crítica e distanciada pelo tempo, ninguém com honestidade e conhecimento musical pode deixar de reconhecer em canções como “Detalhes”, “Emoções”, “Sentado à beira do caminho”, “Debaixo dos caracóis”, “Além do Horizonte”, “As curvas da estrada de Santos”, - entre outras da dupla - todas as raras qualidades musicais e poéticas que fazem delas clássicos de nossa música popular.

Só quem estiver surdo. Aos 60 anos, em seu eletrizante acústico Roberto sintetiza sua carreira com rigor e emoção - e com grande alegria celebra o seu divino dom de cantar, mesmo quando as canções são tristes.

Em plena maturidade estilística, com a voz amadurecida pelas dores e sofrimentos da vida e do tempo, Roberto tem absoluto controle de seus amplos recursos vocais e nunca deixa que sua intensa emoção sentimentalize a exatidão de sua performance sem enfeites e sem efeitos.

E não permite que sua técnica impecável e sua imensa experiência esfriem a sinceridade de seus sentimentos e as delicadezas de sua alma artística, feita de poder e vulnerabilidade, de força e fragilidade, de paixão e fé.

Das irreverências da juventude, dos amores carnais e apaixonados, dos filhos e da família, dos amigos e companheiros de viagem, das grandes emoções populares, das devoções e dos grandes encontros espirituais, Roberto fez música. E história.

Numa noite, com uma grande orquestra e novos arranjos acústicos, diante de uma platéia hipnotizada, ele cantou como nunca algumas de suas melhores canções, que representam exemplarmente as diversas fases e estilos musicais de sua carreira.

São rocks, blues, gospel, soul, baladas, boleros e canções, mas isto não importa muito, são canções que têm em comum as características que fazem delas praticamente um gênero musical à parte, o “Roberto Carlos”.

Um estilo musical, uma linguagem tipicamente brasileira que se formou ao longo dos anos, fez inúmeros seguidores e se faz de ritmos e levadas inconfundíveis, de seqüências harmônicas e fraseados melódicos tão pessoais que se transferem para a sonoridade dos arranjos de orquestra que, como as suas canções, não são modernos nem antigos, são sempre “roberto-carlos”.

Para seu “Acústico” novos arranjos foram criados, em sintonia com as sonoridades das big bands de hoje e sempre, mais discretos e elegantes que seus arranjos originais, acrescentando novos solos e convidados (Milton Guedes, Toni Belloto e Samuel Rosa) e cercando Roberto do ambiente sonoro perfeito para suas interpretações calorosas e intimistas, que ele vem amadurecendo e refinando ao longo de sua carreira.

Naquela noite, tudo foi mais “roberto-carlos” do que nunca. Muitos dos que estavam lá, na noite histórica, saíram com a impressão de ter testemunhado a gravação do “maior” disco da vida de Roberto Carlos. Os que ouviram depois tiveram a certeza”
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Nelson Motta 2001

Nelsinho Motta, jornalista, artista e compositor, autor da mensagem acima.

Ano 2002. Roberto Carlos Ao Vivo – Show Aterro Do Flamengo

Detalhes de uma noite de Emoções

Detalhes de uma noite de Emoções

“Emoções foram muitas naquela noite, do domingo 17 de novembro de 2002. Tanto para os cariocas que lotaram o Aterro do Flamengo, quanto para Roberto Carlos e seus músicos, em cima do palco montado em frente ao Monumento dos Pracinhas.

Pela primeira vez no Rio, esse show, que vinha rodando o Brasil desde o início do ano, é a confirmação de que Roberto superou os traumas particulares recentes e rejuvenesceu musicalmente.

No repertório, os obrigatórios clássicos de sempre, mas em arranjos mais enxutos, reafirmando a voz e a técnica perfeitas de um dos melhores cantores brasileiros de todos os tempos. Ficava evidente ali que o mergulho no projeto “Acústico” – que é mantido num trecho do show – fez um grande bem a Roberto.

Excessos e grandiloqüências foram limados, concentrando-se na essência de um artista que sempre soube valorizar a importância dos detalhes. Pequenos, mas “muito grandes pra esquecer”.

Pois é este show, ao mesmo tempo detalhista e grandioso, que se transforma no disco anual do Rei, produzido por Guto Graça Mello e Mauro Motta.

Disco que traz 11 das músicas apresentadas naquela noite, mais três faixas bônus: as versões remixadas de “Se você pensa” (pelo DJ Memê) e “O calhambeque” (pelo DJ Xerxes) e, abrindo o disco, uma canção inédita da dupla Roberto Carlos e Erasmo Carlos, “Seres humanos”.

Na letra desta última, com uma base de hip hop, num canto-fala próximo do rap (algo que, por sinal, Roberto já fizera décadas antes de o gênero nascer no Harlem nova-iorquino, na balada “Não quero ver você triste assim”) a dupla mostra sua crença na humanidade e sua visão ecumênica da religião:

“Mas que negócio é esse de que somos culpados / De tudo que há de errado sobre a face da Terra / Buscamos apoio nas religiões / E procuramos verdades em suposições / Católicos, judeus, espíritas e ateus / Somos maravilhosos / Afinal somos filhos de Deus / Somos seres humanos / Só queremos a vida mais linda / Não somos perfeitos / Ainda”.

No registro ao vivo, acompanhado de seu grupo, com arranjos e regência de Eduardo Lages, Roberto revê algumas das muitas pedras preciosas que lapidou através das últimas décadas.

De “Como é grande o meu amor” a “Parei na contramão”, passando por “Proposta”, “Emoções”, “Eu te amo tanto”, “Amor sem limite”, “Força estranha” (esta escrita por Caetano Veloso para o Rei) e “Jesus Cristo”.

Tudo com o equilíbrio perfeito de técnica e emoção que vem sendo uma das marcas registradas desse mestre da canção popular.” Antonio Carlos Miguel, 2003.

Roberto Carlos lança “Pra Sempre”, o novo CD composto de canções totalmente inéditas e produzido pela dupla Mauro Motta e Guto Graça Mello que traz 10 faixas de puro romantismo.

Nele Roberto declara seu amor eterno à esposa Maria Rita em canções como “Acróstico” que forma com suas primeiras letras a frase “Maria Rita Eu Te Amo”, “Pra sempre”, “O encontro”, e é neste CD também que ele lança o blues “O Cadillac”.

Leia o que Gloria Perez teve a dizer sobre este trabalho:
Pra Sempre, Roberto Carlos 2003.

“Roberto Carlos cantou como ninguém o cotidiano do amor. E o amor continua sendo a temática de sua obra. O que mudou é que ele deixa de cantar momentos para cantar o eterno do amor.

Para cantar o amor que desafia o tempo, o espaço, as dimensões da vida, aquele amor que move o sol e outras estrelas. Esse disco é uma declaração e uma definição de amor: a presença física do ser amado não é limite nem impedimento - um criador cria.

Usando sua arte e poderes de criador, ele recria em seu sentimento a presença da amada, e a devolve a nós, refeita em som, nas canções desse disco. E nesses tempos de amores passageiros e transitórios, Roberto ousa e transgride quando diz: pra sempre.” Glória Perez Ano 2004

Glória Perez, novelista autora da mensagem acima.

Roberto Carlos – “Pra Sempre” - CD E DVD Ao Vivo Gravado No Estádio Do Pacaembu Em São Paulo.

No final de 2004 ao invés de lançar o já tradicional CD de final de ano, Roberto Carlos optou pelo lançamento de um DVD gravado durante o show que aconteceu em 23 de novembro de 2004 no estádio do Pacaembu em São Paulo.

Este produto veio acompanhado de um CD bônus com 21 faixas. Para a alegria de seu público fiel, neste mesmo ano Roberto Carlos lança a primeira caixa da Coleção Pra Sempre, contendo a sua discografia dos anos 60, composta por oito CDs lançados originalmente naquela década.

Com todas as músicas remasterizadas digitalmente e tendo as capas e contracapas originais, traziam no encarte todas as letras das músicas e fichas técnicas completas.

A coleção ainda seria completada nos próximos anos por quatro caixas referentes às décadas de 70, 80 e 90 além de duas outras com sua discografia em espanhol.

Mosaico de alguns Álbuns do Rei, Roberto Carlos

Ano 2005.

Seguindo sua marca de sempre inovar o ano de 2005 foi marcado pelo primeiro Projeto Emoções em Alto Mar. Este projeto, pioneiro em aliar entretenimento de alta qualidade com turismo, conseguiu de forma inédita reunir as emoções oferecidas por Roberto Carlos, sua voz, suas músicas, seu carisma, às emoções de um tour em alto mar.Seu estrondoso sucesso acabou por criar uma segunda tradição, ao lado dos Especiais na TV.

Roberto Carlos em Show promovido em um Cruzeiro em alto mar.

Em 2005, foi também, quando o Rei recebeu o segundo Grammy. “Pra Sempre ao vivo no Pacaembu” foi escolhido como o Melhor Disco de Música Romântica.

O lançamento aconteceu no final de ano, trazendo dentre as novidades, uma canção de Elvis Presley interpretada em inglês.

Leia o que o jornalista Antônio Carlos Miguel teve a dizer sobre este lançamento:

“Referências e lembranças são muitas no novo disco de Roberto Carlos. A Jovem Guarda, que comemorou 40 anos em 2005, está presente explicitamente em duas composições suas que entregara a colegas na época; o rock ‘n’ roll, numa balada clássica que Elvis Presley lançou em 1957; indo mais fundo no passado, ele recria a guarânia “Índia”, gravada pela primeira vez em português em 1942; além reverenciar os estilos country e sertanejo e revisitar canções suas recentes.

Por aí transita “Roberto Carlos 2005”, em nove faixas marcadas pelo habitual perfeccionismo do cantor e compositor, em produção novamente nas mãos de dois velhos companheiros, Guto Graça Mello e Mauro Motta.

Gravado entre 2004 e boa parte desse ano no estúdio Amigo, que o cantor mantém no bairro da Urca, no Rio, o foco principal continua sendo o amor, tema atemporal, presente em letras, melodias, arranjos.

Ou seja, puro Roberto Carlos. Escolhida para abrir o disco, a balada “Promessa”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, fora lançada em 1966 por Wanderley Cardoso e agora finalmente ganha uma versão na voz do Rei.

Mais uma composição de Roberto e Erasmo feita na época Jovem Guarda, sucesso então com os Vips, que a gravaram em 1966, “A volta” virou sucesso novamente graças a essa regravação de Roberto Carlos, ela foi incluída na trilha sonora da novela “América”.

Outra regravação, “Amor é mais” é uma composição recente de Roberto Carlos, lançada originalmente em 2000, no álbum “Amor sem limite”. A inédita da dupla Roberto & Erasmo nesse novo disco, “Arrasta uma cadeira” é uma guarânia, o gênero nascido no Paraguai que tanto influenciou a nossa música sertaneja. E para participar dessa faixa Roberto convidou uma das principais duplas no estilo, Chitãozinho & Xororó.

Roberto Carlos com os grande amigos, a dupla sertaneja, Chitãozinho e Xororó.

O clima interiorano prossegue nas faixas seguintes. “O baile da fazenda” é composição de Roberto & Erasmo que o Rei lançara em seu disco de 1998 – nessa nova gravação, Dominguinhos dá bis, voltando a reforçar o sotaque rural com seu acordeom. “Coração sertanejo”, de Neusa Moraes e Neon Moraes, foi sucesso com Chitãozinho & Xororó em 1996, incluída na trilha da novela “O rei do gado”.

Roberto mostra aqui a sua intimidade com esse mundo, abre seu “coração sertanejo”.

Enquanto “Índia”, de (Manuel Ortiz Guerrero e Assuncion Flores, com versão de José Fortuna), teve o seu primeiro registro no Brasil em 1942 e em seguida recebeu diversas gravações, algumas de muito sucesso, como a que a dupla Cascatinha & Inhana, gravou em 1952, e a de Gal Costa, em 1973.

A de Roberto chegou ao público antes do lançamento desse disco, incluída na trilha da novela “Alma gêmea”. Lançada por Roberto em seu álbum de 1970, “Meu pequeno Cachoeiro”, de Raul Sampaio, é um nostálgico aceno à cidade natal do cantor, Cachoeiro do Itapemirim.

Grupo de base e um naipe de cordas (arranjo e regência de Eduardo Lages) sustentam a emocionada interpretação do Rei.

Para fechar o repertório, em outro acerto de contas com seu passado e sua formação musical, ele recupera a balada “Loving you” (Jerry Leiber e Mike Stoller), gravada por Elvis Presley em 1957.

A canção está no original em inglês (em interpretação impecável), mas vale uma tradução literal de um trecho para mostrar o quanto o clássico de Leiber e Stoller tem a ver com o universo desse romântico incurável que é Roberto Carlos:

“Eu passarei toda a minha vida / Amando você, amando você / Inverno, verão, primavera também, / Amando você, amando você / Não faz diferença aonde vou ou o que faço / Você sabe que sempre estarei amando você”. Versos que, com certeza, os fãs do cantor assinam em baixo.
Antônio Carlos Miguel - Dez 2005

Ano 2006.
Roberto Carlos, pela segunda vez seguida, é premiado com o Grammy de “Melhor Álbum de Música Romântica", pelo CD lançado em 2005. Totaliza então neste ano três estatuetas deste tão cobiçado prêmio musical.

Prêmio Grammy.

O Especial 2006 trouxe duetos inesquecíveis com artistas do nível de Marisa Monte, Jorge Benjor, Erasmo Carlos e Wanderléa, mas a surpresa da noite veio com o encontro de Roberto Carlos e MC Leozinho, cantando o funk “Se ela dança eu danço”.

Ainda em 2006 ele lança seu terceiro DVD, desta vez uma coleção com belíssimos encontros de Roberto Carlos e grandes nomes da nossa música que aconteceram durantes diversos Especiais na TV.

Nos Encontros Com Roberto, a História Viva Dos Nossos Momentos e Sentimentos.


Roberto Carlos em Especial de Natal pela Rede Globo

“Há muito tempo não há mais Natal brasileiro sem ele. Até Papai Noel falta em muitas casas e barracos, mas não Roberto Carlos. Ele é nosso bom mocinho, o paizão, o filho camarada, o amigo de fé, o namorado dos sonhos – o que melhor canta o que sentimos.

E sempre nos dá de presente o melhor de si, sempre diferente e sempre o mesmo. Como o Natal.

E nesses tantos Natais tropicais, iluminados pela tela da TV, foram muitas as emoções nos encontros de Roberto com nossos grandes artistas, representando os mais diversos estilos e gerações que enriquecem a nossa música.

“Duetos” é uma viagem no tempo e nos sentimentos do Brasil modernos. Um disco e um filme que contam a história viva das nossas emoções.

Em sintonia com o ouvido popular, os principais gêneros musicais que embalaram os corações e os quadris brasileiros nas ultimas décadas estão registrados nesses encontros de Roberto com artistas que ele ama e admira e que tem tanta importância em sua vida e obra como na história da nossa música.

Da era do rádio com Ângela Maria, à bossa nova com Tom Jobim; da Jovem Guarda de Erasmo e Wanderléa, à MPB com Milton Nascimento e Maria Bethânia; do tropicalismo de Caetano Veloso e Gal Costa, ao sertanejo de Almir Satter, Sérgio Reis e Chitãozinho e Xororó; do pop de Ivete Sangalo e Rosana, ao rock do Jota Quest, do Ceará de Fagner, à Belém de Fafá. Em cada escola musical Roberto foi buscar os melhores, estabelecendo parcerias de excelência e celebrando a diversidade que faz a grandeza de nossa música.
Na variedade de estilos, timbres e sotaques, harmonizando contrastes, atravessando gêneros e gerações, Roberto canta pelo Brasil, com o Brasil, para o Brasil – afinal, ele é a voz do Brasil.

Cantar com Roberto é como jogar bola com Pelé, como namorar Gisele Bündchen, como compor com Chico Buarque. Talvez por isso, em todas as vozes famosas e idolatradas que se juntam à dele, se sente um coração brasileiro batendo mais forte, por mais brilhante que seja a estrela em que pulsa e por maiores que sejam as suas legiões de fãs.

Como se sabe, ídolos populares tem egos gigantes. Não é uma qualidade ou um defeito, é uma característica e uma diferença, um poder colossal e uma imensa fragilidade.

Talvez por isso, ao lado de Roberto, todos os maiores ídolos da música brasileira se comportam como fãs – se sentindo intensamente felizes e gratos, ainda que meio trêmulos, pelo privilégio de cantar com ele.

É o maior tributo de respeito, amor e gratidão que um artista pode desejar, dos que, como ele, vivem de cantar, com seus estilos, suas linguagens e seus ritmos, os momentos e sentimentos de milhões de brasileiros jovens e velhos, ricos e pobres, brancos e pretos, que, como rios de música, deságuam todos em Roberto Carlos”.
por Nelson Motta, dezembro de 2006.


Roberto Carlos em entrevista a Nelson Motta, em 2006

Ano 2007.

O Projeto "Emoções em Alto Mar", abriu o ano desta vez com um cruzeiro no navio Costa Fortuna, o maior transatlântico a navegar por estas águas.

O ano de 2007 poderia também ter sido considerado o ano do “retorno”. Após 10 anos sem se apresentar nos Estados Unidos Roberto Carlos retornou aos palcos de Miami onde gravou o show em espanhol para posteriormente lançar um novo DVD.

Depois de décadas, foi a vez do retorno aos palcos do Canecão. Foram 7 shows durante duas semanas, muitas emoções, um público animado, um show de iluminação e som e casa lotada todos os dias. Quebrando uma tradição de mais de 40 anos, pela primeira vez, Roberto Carlos não lançou um CD no final do ano.

Em seu lugar foram lançadas duas caixas da Coleção "Pra Sempre", em Espanhol Volumes I e II. As caixas “Pra Sempre” em Espanhol reuniram em 11 Cd's cada os Lp's preparados especialmente para o mercado hispânico e que foram lançados originalmente na América Latina e na Espanha.

Através de um minucioso trabalho de reedição, remasterização definitiva, restauração de raríssimas capas e contracapas originais em formato de Mini LP, além de encartes com letras e fichas técnicas, estes álbuns compõem a história de sucesso internacional do cantor.

Ano 2008.

Roberto Carlos em Show no Transatlântico Costa Mágica.

Roberto Carlos iniciou 2008 com o tradicional Projeto Emoções em Alto Mar, desta vez a bordo do navio Costa Mágica – o maior navio de transporte de passageiros na costa brasileira.

Foram quatro noites e cinco dias de muitas emoções e entretenimento. Devido ao seu enorme sucesso, o Projeto Emoções em Alto Mar tornou a acontecer em 2009, no mesmo Costa Mágica.

Tendo tido sua capacidade esgotada, para esse ano, já foram abertas as pré-vendas para o Projeto que acontecerá em 2010.

Em abril de 2008, também foi a vez de lançar o primeiro perfume com sua assinatura: Emoções.

Roberto Carlos no Lançamento do Perfume com a assinatura "Emoções"!

Mas o ano de 2008 ficará mesmo marcado pela variedade de shows apresentados pelo Rei. Em maio Roberto Carlos retornou definitivamente aos palcos internacionais, numa turnê em grande estilo, que teve o Madison Square Garden em Nova York como cenário de estréia, seguindo para Boston, New Jersey, Miami e Los Angeles.

A Republica Dominicana, México, Argentina e Chile também puderam assistir a este espetáculo que precedeu ao lançamento do CD e DVD “En Vivo”, uma coleção de 17 sucessos na sua maioria em espanhol, gravado no ano anterior em Miami.

Roberto Carlos no Madison Square Garden

Já em agosto, a novidade foi um encontro histórico onde a "Jovem Guarda" e a "Tropicália" se renderam a "Bossa Nova". Roberto Carlos e Caetano Veloso se reuniram pela primeira vez, em três apresentações onde cantaram composições de Tom Jobim. Os shows fizeram parte das comemorações pelos 50 anos da Bossa Nova. Quem viver, verá.

Roberto Carlos e Caetano Veloso Homenageiam o mestre Tom Jobim.

2009, Um ano muito especial!

Em 2009 começaram as comemorações pelos 50 Anos de Música de Roberto Carlos. Dia 19 de abril de 2009, em Cachoeiro do Itapemirim (Espírito Santo), iniciamos a turnê no Estádio Sumaré com 14 mil pessoas recebendo o filho mais querido no dia do seu aniversário em um show inesquecível.

(Foto Greg) Roberto Carlos em Cachoeiro do Itapemirim, início da turnê comemorativa dos 50 anos de carreira do Rei.

Um resgate da história do Rei, com a presença de velhos amigos, que levou a platéia às lágrimas. Foi de Cachoeiro que ele partiu para o seu sonho. E de Cachoeiro saímos para as comemorações que já foram vistas por mais de meio milhão de pessoas. De norte a sul do país, um sucesso inigualável.

Lotação esgotada em todos os shows. Caruaru, Recife, João Pessoa, Natal, Fortaleza, Terezina, Belém e Manaus, o calor do norte e nordeste numa comoção imensa. Em Florianópolis, com entrada franca, 60 mil pessoas vibraram em uma noite com temperatura inferior a 10 graus.

O show no Estádio do Maracanã foi um momento único, transmitido pela Rede Globo e registrado em CD e DVD. Um mês antes do show, 70 mil ingressos foram vendidos em 3 dias.

Em Porto Alegre, a previsão eram 2 show no Ginásio Gigantinho e aconteceram 5. Em São Paulo, Ginásio do Ibirapuera, os 4 shows cujos ingressos esgotaram em 48 horas, se transformaram em 9, com direito a uma placa em homenagem 50 anos de música do Rei e ao recorde de público, entregue pelo Governo do Estado de São Paulo.

Roberto Carlos em Barretos

Sucesso igual aconteceu em Barretos, Brasília, Belo Horizonte, Jaguariúna e Salvador. Nos encontros especiais, 2009 ficará na lembrança pelo encontro de Roberto Carlos e as “divas” da nossa música popular que cantaram seus sucessos no Theatro Municipal de São Paulo.

Deste encontro surgiram o CD e o DVD “Elas cantam Roberto Carlos” e ficou mais uma vez comprovada a importância do nosso artista na música brasileira.

50 Anos de Sucesso

Ano 2010


Roberto Carlos e o Show "Emoções em Alto Mar", Transatlântico Costa Concórdia.

"O ano começou com o Projeto Emoções Em Alto Mar, desta vez a bordo do navio Costa Concórdia o mais sofisticado navio a navegar em águas brasileiras. No Teatro Atene, espaço aconchegante para uma platéia com pouco mais de mil pessoas, os passageiros tiveram o privilégio de assistir ao talento e competência deste artista que completa meio século de uma carreira construída com dignidade e respeito.
Fiel aos seus princípios, transparente em todas as suas ações, ele brinda e compartilha seu sucesso com amigos e admiradores nesse encontro em alto mar.

Ainda nesse início de ano, outras apresentações aconteceram, dentre elas o show “Emoções Sertanejas”, que reuniu, a exemplo do que aconteceu com as “divas” no ano passado, Roberto Carlos e os maiores ícones da música sertaneja num mesmo palco.

Roberto Carlos e Emoções Sertanejas.

Outro evento com muita expectativa é a turnê internacional que acontecerá em vários países, e que terá início a partir do mês de abril indo até meados de junho.
Roberto Carlos passará pelo México, Estados Unidos da América, Colômbia, Peru, Panamá, Republica Dominicana e Canadá.

Cantores Latinos e Espanhóis Que Gravaram com Roberto Carlos e Alcançaram as Paradas de Sucesso:

______________________________________ITÁLIA:

- "Ornella Vanone" – Itália (primeira cantora a gravar “L' appuntamento” em 1969 (versão da música Sentado à Beira do Caminho).

– “L’Appuntamento”, foi tema do filme 12 homens e outro Segredo (Ocean’s 12), do diretor Steven Soderbergh, tema de abertura do filme e tema do casal Brad Pitt e Catherine Zeta-Jones, que conta com um elenco de estrelas como Julia Roberts, George Clooney, Matt Damon, Andy Garcia entre outros.

- "Diego Maradona" cantou a música “Propuesta”, na vida real, ao conhecer sua esposa Claudia, e esta cena entrou no filme sobre sua vida “La Mano Di Dio”, do diretor italiano Marco Risi, produzido na Itália e lançado mundialmente em 2006.

- “Andrea Bocelli” - gravou “L'Appuntamento” (Sentado à Beira do Caminho), no ultimo CD e DVD de 2006. em versão italiana e espanhol.

______________________________________ESPANHA:

- "Paloma San Basílio" – Espanha – gravou em 2006, “La Sonrisa de Llegada”, (Você Em Minha Vida), ganhadora de discos de ouro e platina, tanto na América Latina, quanto na Espanha. Atriz e cantora dos principais musicais da Espanha, como Evita, The Man Of La Mancha e My Fair Lady.

- "Tamara" – Espanha - Canta Roberto Carlos, é o terceiro disco da jovem cantora espanhola Tamara, com sucessos do Rei, cantados em castelhano. Produzido por Max Pierre, o novo trabalho traz 10 faixas, entre elas, "Desahogo" (Desabafo) e "Emociones" (Emoções), alguns dos destaques.

______________________________________MÉXICO:

- "Yahir" - Cantor Mexicano gravou o CD, “No Te Apertes De Mi”, produzido por Guto Graça Mello, só com músicas do Roberto. Sucesso em vendas no México e mercado Latino, foram a maior vendagem do ano.

- "Marc Anthony" – Cantor Mexicano regravou "Amigo" sucesso de vendagens no México e na América Latina e USA.

Discografia e os Números:

Roberto Carlos e alguns dos Álbuns de sua Discografia.

- São 54 discos lançados no Brasil;
- Um total de 03 DVDS, (01 Acústico/2001, 01 ao vivo Realizado no Estádio do Pacaembu, “PRA SEMPRE ao VIVO NO PACAEMBU”, e o mais recente “Duetos” em 2006);
- Mais de 100 discos lançados no exterior;
- Roberto Carlos é o único cantor latino-americano a vender mais discos que os Beatles e Elvis Presley, são mais de 100 milhões de discos;
- É o único artista em toda a história da música, a lançar 1 LP por ano, durante 48 anos consecutivos. Em uma maioria nesse período, ele gravou um 2º disco em versão espanhol e em outras oportunidades em italiano, francês e inglês;
- É um artista com centenas de discos de ouro, platina e diamante, que se fossem colocados juntos, lado a lado, seriam capazes de dar a volta no maior estádio de futebol do mundo;
- E ainda um compositor com mais de 500 composições cancionadas.
- Roberto Carlos está para a América do Sul da mesma maneira que os Beatles estiveram para a Inglaterra e Frank Sinatra e Elvis Presley para os Estados Unidos. No final da década de 50, já era considerado pela imprensa o Elvis Presley brasileiro;
- Foi líder e vocalista, na época (década de 50), de dois grupos de rock: “The Snakes” e “The Sputniks”, que entre outros integrantes fazia parte o nosso grande Tim Maia;
- Maior expoente da jovem guarda na década de 60;
- O único artista nacional com uma carreira de sucesso que já dura mais de 40 anos;
- O primeiro artista que, já na década de 60, alertava o mundo sobre as questões ecológicas.
- Uma legião de milhões de fãs;

Ganhador de inúmeros prêmios como:

- Festival de San Remo (1968);
- 15 Troféus Imprensa;
- 03 Grammy’s
- 01 Grammy INTERNACIONAL em 1989 como melhor cantor;
- 01 Grammy Latino em 2005 como melhor álbum de musica romântica (Álbum Pra Sempre AO VIVO – Gravado no Pacaembu
- 01 Grammy Latino em 2006 como melhor álbum de música romântica (Album “Roberto Carlos” 2005)
- Prêmio Sharp;
- Prêmio Shell;
- Lifetime Achivement Award (1991 - concedido aos artistas que por mais tempo têm permanecido no topo do sucesso),
- Prêmio Multishow em 2002, “Melhor Cantor”;
- Marcas de Confiança da Readers Digest, “Melhor Cantor”, (2005 e 2006);
- Prêmio Tim, em 2003 e 2006
- Latin Music Awards 2006 com a música “Detalhes” e “No Te Apartes de Mi”, etc.

Roberto Carlos é um artista que dispensa apresentações. O ídolo da canção latino-americana. O exemplo vivo do sucesso mundial da música popular brasileira. Alguém que desperta todo o carinho, admiração e idolatria nos milhões de fãs que o acompanham pelo Brasil e pelo mundo. Um ícone de credibilidade, romantismo, da religiosidade e da família. O nosso grande Rei.

Agenda da Turnê Internacional do Rei Roberto Carlos, em 2010, em comemoração aos 50 Anos de Carreira.

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