sábado, maio 28, 2011

Igualdade, Gênero e Educação



Dinalva Heloiza


O 3º Objetivo do Pacto Global das Nações Unidas, diz:

"Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres, eliminando as disparidades em todos os níveis de ensino".
Aqui, trata-se também de combater o preconceito, ampliar as chances das mulheres no mercado de trabalho, com melhores empregos, salário igual ao dos homens para iguais funções e maior participação feminina na política. 

As mulheres somam hoje, um percentual bem acima da metade de toda população mundial. Elas estão inseridas, num posicionamento bastante constrangedor a toda humanidade. Estão, conforme recentes índices da UNEP (Programa Ambiental das Nações Unidas), PNUMA – sigla brasileira – (Programa Nacional das Nações Unidas para o Meio Ambiente); onde as estatísticas comprovam que as mulheres estão na linha da frente em termos de pobreza, mas, no entanto, oferecem contribuições valiosíssimas no âmbito de sustentação das comunidades ao redor do mundo, e com um papel de enorme relevância na gestão da biodiversidade da terra e recursos naturais.

Apesar de seu papel e know-how, a contribuição das mulheres é subvalorizada e regularmente ignoradas. Além disso, as mulheres são especialmente vulneráveis à degradação ambiental. Por exemplo, é bem estabelecido que os riscos ambientais estejam entre as principais causas de morte global e doenças, e que o ônus recai desproporcionalmente sobre as mulheres e crianças, especialmente em países menos desenvolvidos.

Inúmeros programas mundiais estão sendo desenvolvidos para elevar a importância do papel que as mulheres desempenham junto ao desenvolvimento sustentável.  Com destaque ao PNUMA e a UNEP. A UNEP reconhece o gênero como uma prioridade transversal, e o seu programa de trabalho promove a participação das mulheres em todas as atividades de proteção ambiental e desenvolvimento sustentável.

A igualdade é agora uma prioridade em todas as atividades do PNUMA, e a organização pretende integrar sistematicamente a perspectiva do gênero em todo o projeto e implementação do seu programa, junto a metas mensuráveis e seus indicadores.

Em todos os contextos as mulheres necessitam verticalizar suas posturas, como forma de descaracterizar esse estigma, elevando seus padrões estruturais e a implementação de suas ações em todos os níveis da sociedade nacional e global, o apreço individual e social, através de maior fomento a educação e a instrução em todos os níveis, viabilizando, ao nosso ser mulher, a qualificação de um melhor padrão de vida, e a qualidade de vida em todos os nossos padrões.

O PNUMA tem adotado em nível elevado, um sustentado compromisso com a capacitação interna em questões de gênero, utilizando várias estratégias, incluindo oficinas de organização e de formação, mudanças nas práticas e políticas, e a necessária prestação de contas a essa implementação.

Adicionar a participação das mulheres a uma abordagem maior em estratégias e programas de gênero existentes visa transformar estruturas sociais e institucionais, desiguais, a fim de torna-las, profundamente mais sensíveis ao gênero. Alcançar a igualdade e a equidade de gênero é uma questão de mudança nas relações de poder existentes, o que visa beneficiar igualitariamente aqueles e aquelas menos capacitados.

Educação não é prioridade nos planos de governo, revela estudo



O projeto de desenvolvimento econômico do Brasil ainda não trata a educação como prioridade em suas ações e programas. Apesar de reconhecer a melhoria da qualidade do ensino como estratégia fundamental para o crescimento da economia e desenvolvimento social, o país ainda não conseguiu traduzir essa intenção em ações efetivas.

Estas são as principais conclusões de um estudo divulgado no último dia 5 de maio, durante o Seminário Internacional Educação e Desenvolvimento, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em suas pesquisas, Portela analisou os principais planos norteadores do governo do ex-presidente Lula e detectou que, quando a educação aparece como área de ação estratégica, esta intenção não é traduzida na prática, especialmente no que diz respeito ao financiamento. Entre os planos de ação, foram estudados o Plano Plurianual (PPA) 2008-2011 e as duas edições do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Investimento em educação vai para a construção de creches

O professor destaca que, na primeira edição do PAC, a educação não aparece, e na segunda, a área é contemplada exclusivamente com investimentos para a construção de seis mil creches. No PPA, a educação é um dos três eixos estruturantes para o desenvolvimento do país, mas o plano não prevê aumento dos investimentos para que se consiga melhorar a qualidade do ensino e aumentar a escolaridade do trabalhador.

"Os planos mais recentes são melhores que os antigos. Eles conseguem formular a importância da educação como estratégia do ponto de vista do desenvolvimento humano e social, mas a tradução dessa prioridade, que já está enunciada em políticas concretas, essa parte nós não fazemos", explicou Portela à Agência Brasil.

Novo trabalhador gera novas demandas para a educação

Em seu estudo, o professor aponta que o processo produtivo de hoje exige um novo tipo de trabalhador, diferente daquele da década de 1960. E a complexidade do trabalho moderno gerou novas demandas para a educação. "Aquela mão de obra formada no próprio processo produtivo praticamente não existe mais. E quando é formada dessa forma, ela não sobrevive. Este modelo exige a necessidade de ampliação da educação em todos os níveis", compara.

O estudo também analisou o Plano Brasil 2022, elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, e a Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Portela destaca que estes documentos são de "perspectiva: indicam aonde o país quer chegar, mas não delimitam ações". Em ambos, a educação ocupa espaço de destaque, mas os princípios indicados não se refletem nos planos práticos.

Portela ressalta que falta integração entre os diferentes projetos do governo. "Nesse momento, nós estamos discutindo o novo PPA, então seria um bom momento para traduzirmos essa prioridade e darmos um salto na integração das políticas de desenvolvimento e educação. Com mais orçamento nós temos condições de enfrentar, por exemplo, o desafio da qualidade. Nós precisamos de um choque de educação no governo todo e não só no Ministério da Educação", defende.



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