domingo, dezembro 04, 2011

A sexualidade define-se como sendo as preferências, predisposições ou experiências sexuais, na experimentação e descoberta da identidade e atividade sexual.


Dinalva Heloiza

Nesse aspecto as teorias sobre o desenvolvimento sexual podem ser largamente divididas em duas correntes: aquelas que tendem a dar ênfase à biologia inata (que pode ser incentivada ou inibida durante a infância) e aquelas que tendem a enfatizar a sexualidade como uma construção social (onde a sexualidade da criança será fortemente influenciada pela sociedade como um todo).

Educar sexualmente para a felicidade

A sexualidade humana é definida como um conjunto de representações vivenciais, valores, regras, determinações, simbologias existenciais pessoais e coletivas que envolvem a questão da identidade sexual do homem e da mulher.

Na sociedade primitiva ela era identificada com a procriação. Na sociedade atual ela saiu do contexto do quarto do casal e é discutida na praça, na mídia escrita e falada, no discurso político, mas não se criou uma ética. À frente de tudo isto esta a ditadura comportamental da mídia, o novelismo é que dita as regras e compõe a sociedade moderna. Ao contrário do que pensam os adultos, crianças são seres humanos e, como tais, sexuados. Dependem de nossa postura e orientação, (sem estigmas, dogmas, ou preconceitos), para que se iniciem em suas orientações sexuais com naturalidade e maturidade.

Conhecendo melhor o desenvolvimento da sexualidade infantil constatou-se que os comportamentos sexualmente tipificados são aprendidos desde tenra idade e, por isso mesmo, a escola desempenha um importante papel quando, através das informações corretas, garante e protege o desenvolvimento natural da sexualidade.

O indivíduo é resultado de sua formação, de seu tempo, de sua família, de suas experiências, crenças, religiões, dos seus conceitos, dos livros que leu, dos filmes que assistiu. Portanto é um ser essencialmente subjetivo, por esse motivo é pertinente que a escola desenvolva um trabalho de orientação sexual que possibilite a criança o entendimento das transformações que vão ou estão ocorrendo em seu corpo, de uma forma natural e sem tabus.

Como combater tão forte adversário?

Se hoje a família tem dificuldades para cumprir seu papel na sociedade, que é de educar as crianças, o papel de pai e de mãe, perdeu-se em um mundo, onde se troca toda a atenção necessária, por tudo o que o crediário possa comprar. É isto que o capitalismo nos impõe.

A família no século XXI, necessita-se informar para compor um melhor modo de viver. Atualmente no seu núcleo, a figura da mulher que antes tinha a santificada tarefa de educar os filhos, (um contexto em que é perceptível a ausência planejada da figura paterna), de acompanhar passo a passo sua infância e adolescência, orientá-los diariamente em todas suas posturas e comportamentos. Hoje a mulher também  está envolvida com o seu lugar nesta sociedade capitalista e, está inserida no mercado de trabalho, passando longos períodos fora do lar. Muitas têm dificuldades em relacionar o trabalho fora, com a jornada dupla da responsabilidade em casa e a educação dos filhos, paralelamente a isto, mesmo com todo o modernismo, com toda a abertura dos temas sexuais em nossa sociedade, muitos pais tem dificuldade em abordar o tema sexualidade com os filhos, por uma questão de valores, de preconceitos, de tabu ou mesmo por vergonha.

Portanto o máximo que se vê são recados passados nas entrelinhas, no meio de frases como: “Tome cuidado”, “Não vá aprontar” ou através de comentários negativos sobre tantos fatos envolvendo outros garotos e garotas, que contrariam as expectativas da sociedade e da família. Mesmo que os pais não toquem diretamente no assunto, os garotos e garotas conhecem sua opinião. Não fazem perguntas, nem exprimem suas dúvidas. Sabe-se que a criança não nasce com tendências a se auto-educar, precisa de normas, limites, delimitações de espaços, regras, modelos e exemplos, para que este processo aconteça, o adolescente deve ser levado a refletir a respeito, deve conhecer suas possibilidades e limites com a ajuda de pais e educadores, mas com dados reais; não sob pressão e medo, resta-nos perguntar: Quem poderia suprir esta necessidade? Quem vai educar nossas crianças, para a sexualidade e para a vida?

"(...) E quem são, afinal os responsáveis por uma educação sexual que permita uma visão consciente da sexualidade (...) claro que os primeiros e principais responsáveis são os pais (...) E quem são os adultos que, pelo menos em tese, deveriam aliar-se aos pais nessa difícil tarefa de educar? Os professores, claro! "

Torna-se necessário, a escola assumir em parceria com as famílias, a responsabilidade, em  educar estes cidadãos. Tanto as famílias, quanto o educador, cada dia mais, precisam se prepararem para esta árdua tarefa, um exercício onde a cada dia, a boa orientação  conduzira filhos e alunos, a uma formação ética em caráter, e a ciente responsabilidade das suas próprias descobertas. Nos dias de hoje, é possível avaliar uma boa orientação não apenas a que transmite o conhecimento, mas sobre tudo, aquela que subsidia aos jovens o processo de construção do saber.

Somos seres sexuados, é natural do ser humano ser curioso, principalmente quando tange a este campo, a criança desde a mais tenra idade mostra sinais de curiosidade quanto à diferença, menino/menina. A criança conhecer os seus órgãos sexuais não tem nada de anormal, distinguir as diferenças e o porquê delas. A orientação precisa distinguir, curiosidade e malícia, estar ciente de que há necessidade de trabalhar este campo sem censuras, sem inibir a criança e sem criar fantasias a respeito. Tanto as crianças como os adolescentes necessitam de apoio para vivenciar seus novos papéis, visando sua formação ética e sua autonomia, 

Necessitam de compreensão em seus possíveis fracassos, estímulos em suas experiências próprias de vida, o que permite na fase adulta o desenvolvimento de suas funções e opções, de forma a contribuírem à uma melhor sociedade. 

Unieco Brasil & Juventude  

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