terça-feira, março 16, 2010

Willian Bonner, uma Aventura Twetteriana!


Uma vista do Cenário do Jornal Nacional, na Rede Globo, na foto os Jornalistas e Âncoras, Willian Bonner e Fátima Bernardes


Por Dinalva Heloiza

Willian Bonner, um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro, Editor-chefe e âncora do Jornal Nacional, onde apresentam todos os dias notícias do Brasil e do mundo, juntamente com a também âncora e companheira, a Jornalista Fátima Bernardes, foi premiado pelo "Shorty Awards", o Oscar do Twitter.

A categoria "Jornalismo no Twitter", que distinguiu Willian Bonner, onde ele alcançou disparado o maior número de eleitores, ou seguidores, com dobro de indicações a frente da segunda colocada, Rachel Maddow, jornalista da rede de televisão norte-americana MSNBC.

O Prêmio tem uma grande importância no cenário da mídia interativa, pois é uma forma que a “Shorty Awards”, encontrou para motivar e incrementar a notícia em sua forma, “shore", a notícia rápida, curta, em forma de manchetes, o que vem provocando uma importante tendência na abordagem dos temas no contexto jornalístico desenvolvido pelo Twitter.

A importância maior está no fato de que o Twitter, é uma ferramenta de extrema interatividade, apesar de ser uma premiação que tem certa leveza fugindo um pouco dos clássicos e tradicionais prêmios nessa categoria em todo o mundo, justamente pela maneira como a ferramenta Twitter vem introduzindo essa nova forma de se trabalhar a notícia, em "shore".

Aqui Willian Bonner, fala um pouco sobre sua aventura Twetteriana, e comenta sobre o prêmio, de uma forma bem descontraída, diferente do grande profissional que entra em nossas casas todas as noites, trazendo as principais notícias do Brasil e do mundo, sempre de forma impecável, juntamente com sua companheira a Jornalista Fátima Bernardes.


Com a palavra “Tio Bonner”, como ele mesmo se cognominou em seu post no Twitter.


Imagem utilizada por Willian Bonner, no Twitter, onde ele está caracterizado em piloto de helicóptero.

Bonner comenta, "a princípio essa premiação foi totalmente surpreendente prá mim, pois o prêmio tem o objetivo de distinguir diversas categorias dentre elas o "Jornalismo no Twitter" ele diz:

“Eu utilizo a ferramenta com outro objetivo, interagir e me relacionar com o público, me aproximar dessas pessoas de outra forma, brincar com elas, mostrar uma face que a minha atividade no Jornal Nacional, não tem condição de oferecer ao público".

Bonner comenta, “Acredito que os organizadores, fizeram uma coisa interessante, eles dividiram o Prêmio, pois afinal de contas eu obtive um número de votos muito expressivo, muito superior a segunda colocada, Rachel Maddow, apesar de ela ter tido um número inferior de votos, mas de fato ela faz jornalismo no Twitter, então foi uma forma de não tirar a importância do prêmio, o que achei uma solução interessante"

E ainda acrescenta Willian Bonner: "Na verdade eu não era candidato absolutamente a nada, são os seguidores que inscrevem os seus candidatos, eles vão lá e votam: eu voto em fulano por que ..." diz ainda; "essa história do porque... pontinhos , é interessante porque se você não completar os pontinhos, esse voto não é computado, e ocorre que muita gente votou em mim sem completar os pontinhos”.

“Eu sei disso, porque eles enviam os tweets, que te dão o controle desses votos, e explicam o porque fulano ou beltrano, votou em você, e esses votos incompletos não são computados, mas ainda assim eu tive uma quantidade de votos muito mais expressiva, do que a segunda colocada"

E diz mais "Isso foi obra, certamente dos meus seguidores em geral, e particularmente, dentre eles, aqueles que são... digamos os primeiros, eu tenho dentre os meus seguidores, gente que comandava um Blog de fã clube há anos, e eu conheço alguns deles.

“A Jeanne é uma dessas pessoas, quando fiz uma palestra na Universidade Federal de Pernambuco, a Jeanne assistiu a palestra, ela era da turma que fazia um Blog em homenagem a mim e a Fátima na Internet”.

"Mas há ainda outro grupo, chamado de a "Turma Maluca do Tio Bonner, eu sou Tio Bonner no Twitter."

"Eu sou chamado assim no Twitter, porque eu mesmo me dei esse codinome, e foi com a intenção de evitar mal entendidos”.

“Ali estou interagindo com muita gente, e é bom que a gente separe as coisas, muitas vezes digo, olha eu sou mais velho que vocês, eu sou o “Tio”, e estou brincando, então é uma forma de a gente se proteger de mal-entendidos."

"Mas o fato é que a "Turma Maluca do Tio Bonner" surgiu porque num dia em que eu estava brincando de voar no meu helicóptero imaginário, o meu Avatar, a minha foto no Twitter é de um piloto de helicóptero, eu estou caracterizado de piloto."
"Nesse dia surgiu um co-piloto, e esse co-piloto, se apresentou como WBonner, e ele acabou deflagrando uma maluquice total ali dentro entre os seguidores, então as pessoas começaram a criar personagens, avatares, ligados a esse sufixo WB ou WBonner, e essas pessoas votaram muito, e é óbvio que isso acabou me proporcionando esse prêmio, por força deles."

“Então o prêmio é muito mais desses seguidores do que propriamente meu, eu não tenho a menor dúvida disso.”

- Bonner porque não fazer jornalismo no Twitter?

"Bom, primeiro porque eu faço jornalismo quase o meu dia inteiro, o tempo que me resta do fato de querer aproveitá-lo com meus filhos, levá-los a escola, passear com eles, pois eu praticamente não faço as refeições com meus filhos. Então eu acho que seria uma maluquice tremenda da minha parte, pegar esse tempo prá na verdade estar trabalhando, acho que eu enlouqueceria.”

"O Twitter prá mim foi uma válvula de escape muito eficiente, quando eu digo que eu brinco, é verdade mesmo, eu me divirto muito com o Twitter!

- O Twitter segundo RealWBonner.

"Se você for ver o conteúdo de meus posts no Twitter, você verá que ele é quase que invariavelmente sem importância, tudo bem que eu sugeri muitas vezes um ou outro livro, uma ou outra leitura, um ou outro verso, falamos muito em Cecília Meirelles, é fato.”

“Eu comentei alguns assuntos, eu indiquei algumas músicas, eu fiz isso, e foi tudo num clima de camaradagem que se instalou naquele grupo."
"Mas frequentemente o que é uma interativa do “Tio Bonner”? A não ser uma grande brincadeira! Fazer uma pergunta, e você receber uma resposta, como: - eu..., - sim..., - não,.... Questões como a escolha de uma gravata, quer dizer são assuntos que de certa forma tem assim vamos dizer, um tom lúdico e que me diverte profundamente.”

Mas eu acredito que acima de eu me divertir com isso, a pergunta é porque o público se diverte com isso?"

"E eu acredito que seja o fato de que o público veja da seguinte forma: "O cara do Jornal Nacional, o âncora do JN, sério, sempre compenetrado, está brincando?"

"Muita gente não acredita que seja eu, bom, pelo menos agora com 400.000 seguidores as pessoas vão acreditar, mas muita gente não acreditava. Elas diziam "Não é possível, não é você, é um "fake", não pode ser". E sou eu."

"Então o público está tendo a oportunidade de conhecer mais um Willian, havia um que eles já conheciam o âncora, o apresentador do JN, sempre de terno e gravata, absolutamente compenetrado no que está fazendo, não há como escapar disso, não é?

"E agora eles estão tendo a oportunidade em conhecer o outro, que é o Willian que brinca, e eu sou muito brincalhão.”

- Twitter com responsabilidade.

"Eu procuro só não brincar com coisa séria, eu procuro evitar mal-entendidos, eu procuro não tocar em temas que possam ferir susceptibilidades, é óbvio que eu tenho que tomar esse cuidado, tem muita gente me seguindo. Uma palavra mal usada, uma brincadeira desastrada pode ser muito ruim, pode provocar uma reação de grande frustração, ou de desapontamento em milhares de pessoas, e eu não quero que isso aconteça."

"Por outro lado, eu procuro me mostrar como sou, quando discordo de uma opinião manifestada por algum seguidor, o que às vezes pode ser uma discordância frontal, então prefiro não entrar em discussão, eu prefiro ignorar”.

“Porque com isso, evito um atrito absolutamente desnecessário, evito provocar polêmicas, eu não vou ao Twitter provocar polêmicas, seria até muito divertido, mas eu não posso! Pois meu mote ali é não provocar polêmicas, ali é apenas uma diversão prá mim."

"Muitas vezes rola, como já rolou, por exemplo, uma receita de brigadeiro..., ou eu contar uma piada, eu já contei coisas que aconteceram comigo que ninguém sabia, é os causos, como diriam em Minas Gerais.”

“E isso serve prá mim, como uma forma muito prazerosa de dizer ao público, a todas as pessoas, enfim! "- Sou uma pessoa como você, eu sou rigorosamente quase normal, porque normal mesmo, de pertinho, eu não conheço ninguém".

- Os fãs depois do Twitter!


Caricatura de Bonner(Sérgio)

“É muito engraçado isso, bom, eu não vou falar de fã, eu vou falar de pessoas que assistem e acompanham o JN, e gostam do nosso trabalho. O JN tem uma força muito grande, é muito difícil separar a admiração que as pessoas tem por mim da admiração que elas tem pelo JN. Ele é um produto que está na casa de todos, há quarenta anos."

"Mas o fato, é que tem uma abordagem um pouco diferente. Quando a pessoa me aborda porque acompanha o JN, tem um jeito de fazer isso. Mas quando é um seguidor do Twitter, já vem chamando de "Tio", tem uma intimidade diferente, e isso é muito engraçado.”

“Eu fui ver o desfile das escolas campeãs do carnaval carioca, que aconteceu na Marquês de Sapucaí, e passou lá uma "Sobrinha", uma seguidora gritando: "Tio Bonner, Tio Bonner" - isso é uma coisa muito engraçada, meus filhos estavam juntos, e já começaram a chamá-la de "prima", o que já se tornou até brincadeira familiar."

"Mas a forma de abordagem é diferente, porque essas pessoas que me seguem no Twitter, já conhecem um lado, uma face brincalhona. Enquanto as pessoas que me conhecem só através do JN, vêem somente o lado com o qual me apresento ali."

- A Cerimônia em Nova York.

"Eu pedi ao Rodrigo, amigo e correspondente em Nova York, que me representasse, pois seria uma descortesia absurda com tantos seguidores, ignorar esse prêmio, por mais que o prêmio em si também tenha um caráter meio brincalhão, que é a academia da mensagem curta, ou algo assim, "o shore"."

"Muita gente votou carinhosamente nesse prêmio, prá que eu ganhasse, então não tem como ignorar."

“O Rodrigo foi lá me representando e o relato que ele me fez, foi muito interessante. Ele inclusive ficou muito surpreendido com a organização, não imaginava que fosse tão organizado.”

“Teve até transmissão ao vivo pela internet, eu não estava podendo ver, pois tive um jantar prá ir. Era aniversário do Zico - do Flamengo - ele é meu amigo pessoal, e eu não pude faltar, então durante esse jantar, eu comecei a receber avisos, pelo rádio e pelo Twitter. Até o Zico gravou uma mensagem que eu postei, me chamando de “Tio”.

“Agora imagine o Zico me chamando de “Tio", e eu ter que engolir essa, não é? Mas tudo bem, ta tudo certo! E eu agradeço muito a todos, tanto aos amigos quantos aos seguidores que votaram me proporcionando esse prêmio.”

Um pouco da história e vida do jornalista, âncora do JN, e piloto no Twitter!


Willian Bonner

Bonner jamais havia pensado em trabalhar em televisão, tampouco como apresentador. Sua carreira começou com muitas surpresas. Entrou para a faculdade de Comunicação da USP, em São Paulo, por paixão pela escrita.

Ainda na faculdade, começou a trabalhar como redator publicitário. Foi lá que amigos do curso de rádio e televisão pediram que ele gravasse um programa por causa de sua voz grossa.

A carreira do grande apresentador e editor-chefe do jornal de maior audiência do país estava apenas começando.

Quando foi ao estúdio da faculdade, o diretor da Rádio Universidade de São Paulo FM passou e gostou do jovem locutor. Chamou-o para apresentar o "Concerto de Rock". Logo depois estava comandando mais dois outros programas, ainda como universitário.

No ano de 1985, William Bonner entra para a TV. É convidado a fazer a locução do programa "Oito e Meia", dirigido por Roberto de Oliveira, na TV Bandeirantes. No mesmo ano, o jornalista vai para a frente das câmeras apresentar pela primeira vez o jornal local da TV Bandeirantes, 'Jornal de São Paulo'.

No ano seguinte, estava em rede nacional no extinto 'Jornal de Amanhã' da mesma emissora.

O convite para ir para a Rede Globo não demorou a chegar. Em 1986, Bonner foi chamado para trabalhar na emissora como apresentador e um dos editores do também já extinto 'SPTV 3ª edição'. Logo depois, passou a apresentar o Fantástico, com Sérgio Chapelin e Valéria Monteiro.

Em 1989, o paulista William Bonner mudou-se para o Rio de Janeiro para apresentar o Jornal da Globo. Quatro anos depois, Bonner assumiria o Jornal Hoje, onde acumulou as funções de editor-chefe e apresentador.

Em sua trajetória, Bonner lembra a entrevista ao vivo, direto do Palácio da Alvorada, com o presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ao ser perguntado sobre suas notícias prediletas, Bonner é categórico.

"Simplesmente gosto de notícia. Com texto claro, para ser bem compreendido, e com imagens caprichadas, para as pessoas gostarem de ver. Odeio lugares comuns".

Desde 1999 como editor-chefe e apresentador do Jornal Nacional, o mais importante noticiário da Globo, Bonner fala com prazer do trabalho que vem realizando. "O Jornal Nacional é produto do esforço e do talento de centenas de profissionais no Brasil inteiro e nos nossos escritórios do exterior."

"Essas pessoas têm o compromisso de mostrar aos brasileiros aquilo que de mais importante aconteceu naquele dia, no nosso país e no mundo. Coordenar tanta gente para cumprir esse compromisso é um trabalho imenso e delicioso".

Jornal Nacional

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